Cyber Punk (a saga)

  • ***CYBERPUNK***

A EVOLUÇÃO DA REVOLUÇÃO 

Por Cícero Martins 

  1977 ano em destaque pelo surgimento do grito anárquico ecoando nos corações dos jovens londrinos. O movimento contra o capitalismo deu impulso a um estilo que se tornou imortal por seu visual exuberante que marcou uma geração e atravessou as barreiras do tempo e da moda que usufrua de sua essência para faturar uns milhõe$ por ano.

Num futuro próximo, vislumbrados com a realidade virtual e o avanço desenfreado da tecnologia onde o “parental computer” invadiam as casas,indústrias e filmes surgiram os primeiros Cyber punk’s. Herdeiros legítimos da ideologia fundada nos anos 70 por bandas influentes e jovens rebeldes que não aceitava o sistema governamental que assolava e aprisionava a massa os conduzindo ao abismo do intelecto. Contra o consumismo e o conformismo humano foram gerados de circuitos cibernéticos uma nova roupagem do estilo punk, dotados das atitudes anarquistas na junção com a internet para invadir softwares e redimensionar senhas e criar vírus destrutivos originou-se alguns rótulos desse estilo novo de vida. Seres noturnos atravessavam madrugadas clonando e roubando virtualmente numa forma de protesto contra a lavagem cerebral imposta pelo poder político e as forças armadas lideradas pelo governo federal e um alerta de que todo sistema oferece uma falha.

Muitos rebelaram-se também adversos as leis religiosas que também como David Icke consideravam que “religiões são a mais poderosa forma de controle mental em massa já inventada”. Porém o forte dos cyber punk’s era inicialmente a consumação do poder cibernético tanto por desafio quanto por divertimento. Então surgiram determinadas classificações hierárquicas;

Hacker– “fuçador” em inglês que vem do verbo to hack, fuçar. Também vem de um termo americano “rato de laboratório” que era diretamente designado aos que fuçavam nos arquivos de computadores das universidades. Existentes desde o final da década dos anos 50 esse título era dado a um tipo específico de programador prodígio cujo suas habilidades eram somente de cunho tecnológico. Dotado de uma capacidade intelectual em manipulação de sistema informatizado. Porém, carrega um estigma entre os meios de comunicação e população em geral que não conhece a verdadeira face de um hacker. Ele não estraga nem destrói nada muito menos subtrair programas e não rouba informações.

Cracker– este é o mais perigoso e possuidor de um profundo conhecimento ..em sistemas. O.. cracker é responsável por retirar senhas e alterar características tanto modificando quanto adicionando novas opções em softwares com seus programas secretos e pirateados. Invadem sistemas, quebram senhas e deixam avisos como forma de deboche deixando claro que estiveram por lá. Muitas vezes destroem partes do sistema e até aniquilando tudo. Porém, o cargo de destruidor fica para os hackers para pessoas que desconhecem a verdadeira face de um cracker e sua capacidade absolutamente informatizada.

Lamers– é uma espécie de hacker iniciante/amador sem muito conhecimento de sistema e usa programas ativos para zoar ou fazer idiotices infantis para se divertir. Apesar que há muitas pessoas que desacreditam na autenticidade dos lamers ou lammers. Dizem também que ao contrário de aprendizes de hacker são na verdade aprendizes de crackers havendo uma grande contradição, pois, se fossem aprendizes de crackers seriam bem superiores aos hackers.

Phreaker– especializado em rastreamento invisível de telefonia utilizando de provedores de acesso e equipamentos clandestinos denominados “blue boxes” construídos por eles mesmos.Estes aparelhos permitem participarem das “party lines” ou festas em linha com participantes do mundo inteiro sendo que as vítimas dessas tribos são celulares cujo o verdadeiro dono da linha que pagam a conta final.

Warez– grande colecionador de programas. Ele nunca compra nem vende apenas troca. Infratores dos direitos autorais agem entre amigos e até em grupos compartilhando arquivos e softwares pirateados. Título gerado a partir da cena underground informatizada e deriva do termo software (soft- Ware e a letra Z simboliza uma atividade fora da lei e oculta.)

Cyberpunk– gênero criado pelo visionário escritor de ficção científica William Gibson em 1984 quando lançou nos EUA o seu livro intitulado “Neuromancer”. Um conceito muito além da realidade que se apresentava naquela época. Tratava-se de uma conecção entre o homem e a realidade virtual possibilitando com que pessoas possam viajar pelo universo digital paralelo ao nosso mundo atual interligados por entre terminais de computadores intitulados “Matrix”, através de interfaces eletrônicas plugadas diretamente em seus cérebros transportando os indivíduos numa forma desencarnadas nesta plataforma computadorizada de megabytes. Diz-se até que a NASA baseou-se no livro para desenvolver as interfaces virtuais. E neste cenário surgiram adeptos dessa mensagem decodificada dando origem aos primeiros cyberpunks com o intuito de atingir os limites da tecnologia.

Visual Cyberpunk– influenciados por filmes de ficção científica dos anos 80 abusaram de trajes rasgados e futurístas com componentes eletrônicos acoplados as roupas. Muitos tatuavam o braço inteiro um painel com desenhos de armaduras robóticas e circuitos aparentes incluindo também piercings internos. Outros utilizaram das tintas fluorescentes que só aparecem sob à luz negra ou a famosa tatuagem invisível como ficou conhecida popularmente.

 

Cyberpunk (a influência na música)– O visual também sofreu mudanças devido a inclusão de novos estilos musicais dentro do movimento. Além de um resgate nas origens puramente punk e roupas de couro meio que “sado masoquistas” e trajes similares aos filmes “Blade Runner e Mad Max” foram incorporados mais cores em tons berrantes. Botas plataforma, muitos espetos, couro sintético por que brilha mais e meias arrastão rasgadas e “dreads” com tranças ou fitas coloridas de acordo com a emergente cena de música eletrônica e seus seguidores “Clubbers”. Muitos ignoram o fato de apreciadores de “e-music” se infiltrarem na cultura cyberpunk, então alguns clubbers criaram o termo denominado somente “Cyber” para fugir das críticas e violência vinda dos cyberpunks contra essa tribo que curtia a “paz e amor” dos hippies.

 

Cyberpunk (a influência nas artes gráficas e musicais)– é uma avalanche de desenhos 3D em formatos visuais cyberpunks. A grande sacada da ficção científica e seus seguidores. Jogos trazem cenários futuristas e uniformes que remetem ao estilo em foco, músicas no rótulo industrial (tanto dentro do metal quanto na música eletrônica) nos conduzem a um universo paralelo da realidade.

Matrix e a ressurreição cyberpunk– Matrix trouxe a tona o visual em trajes de couro sintético, botas militar, a atitude, a vida noturna e a interligação entre o mundo real e o digital. Muitos permaneciam desligados do sistema quando Matrix veio as telonas. Então logo surgiram novos adeptos dessa cultura e ideologia futurista. O visual voltou a sofrer modificações, porém, de acordo com a época em que vivemos, afinal a moda muda conforme muda a moda. Clubbers e cybers lotavam raves com suas roupas extravagantes e ultra coloridas ao som do psy trance enquanto outros discutiam a temática matrix. Pois, poucos conheciam o verdadeiro criador desse conceito. William Gibson a mente brilhante por trás de Matrix muito antes do filme ser pensado em ser feito. Vários cyberpunks mantiveram suas atividades “por baixo dos panos” como fazem os hackers e crackers. Dizem que alguns até investiram em micro empresas de informática e outros trabalham em empresas de computadores. Mas, na clandestinidade criam vírus para invadir sistemas e danificar programas…


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